domingo, 23 de outubro de 2011

TREZE CASCAES

}A coletânea de contos em homenagem a Franklin Cascaes, com ilustrações de Tércio da Gama, faz parte da programação do centenário de nascimento do etnólogo e desenhista.
}Nos contos, Franklin Cascaes entra para a ficção como protagonista ou figurante, numa concepção literária que revela uma espécie de extensão do trabalho do folclorista, que morreu em 1983. Cascaes ilustrava em suas obras a literatura oral relacionada a bruxas, feiticeiras, lobisomens e fenômenos encantados que faziam parte do universo ilhéu. O seu legado deu a Florianópolis o título de “Ilha da Magia”, influenciou outros artistas e mexeu com o imaginário dos escritores.
 
}De leitura tão agradável quanto enriquecedora, os 13 contos, desdobram facetas múltiplas do gênio bruxo e a herança que nos legou, entrelaçando com habilidade ficção e realidade.
}Os mestres do conto catarinense assumiram um desafio inusitado: incorporar à ficção a conhecida personalidade real de Franklin Cascaes, prestando-lhe digna homenagem.
 
Franklin Joaquim Cascaes 
  
}Franklin Joaquim Cascaes nasceu na localidade de Itaguaçu, quando ainda pertencia ao município de São José da Terra Fime, em 16 de outubro de 1908. Cresceu em contacto com a pesca e com a pequena agricultura desse lugar habitado por açorianos.
}Faleceu na Ilha de Santa Catarina, terra tão venerada por ele, no dia 15 de março de 1983. Fez estudos nas escolas de Aprendizes de Artífices, depois Escola Industrial de Santa Catarina, onde chegou a ser professor. Como artista, foi autodidata.
}Utilizou todo o seu talento para registrar com a escrita, o desenho, a escultura, o artesanato, todo o universo legado pelos antigos colonos açorianos através dos seus descendentes, dos quais foi um dos seus maiores representantes. O grande acervo deixado por Franklin Cascaes dá-nos a certeza de que foi um dos maiores defensores da tradição popular ilhoa. Na sua paciente pesquisa, desenvolvida ao longo de trinta anos, conseguiu salvar a memória da cultura popular de Santa Catarina.

A CIDADE ILHADA - Milton Hatoum

}A maioria dos contos tem como cenário a mesma Manaus cosmopolita que costuma aparecer em sua obra, cidade habitada pela memória inventada de narradores nativos e estrangeiros e, é claro, do próprio autor, e também pelo contraste entre esplendor e miséria, pelo fascínio encarnado na exuberância natural da região, com seus rios e mistérios, e a decadência que a consumiu nas últimas décadas.
}Os contos refletem mais a vida nômade, que foi também a de Miton antes de se tornar um autor consagrado, pois viveu por alguns anos na Europa; depois, deu aulas de Literatura nos Estados Unidos, e hoje mora em São Paulo. As histórias têm humor e leveza porque dizem respeito à sua vida de andarilho, que foi uma época de pobreza, mas de muita alegria, segundo Hatoum.
}A leveza está em histórias como "Dançarinos na última noite", a preferida de Hatoum, no qual o empregado de um hotel encontra uma pequena fortuna dentro de uma jiboia. Em vez de mudar de vida, decide viver como um rico, por apenas uma noite.
}Ou em "Encontros na península", em que o protagonista ensina Machado de Assis a uma viúva espanhola, que quer estudar a obra do brasileiro para se vingar do ex-amante - um dos contos nos quais Hatoum se distancia de Manaus e de seus personagens habituais.
O olhar estrangeiro em Manaus permeia praticamente todo livro, como deve mesmo ser para quem cresce na fronteira entre o país urbanizado e a floresta, entre a modernidade e o selvagem. O estrangeiro de "A Cidade Ilhada" é atento, curioso, desconfiado com tudo que cerca o mundo real.
O AUTOR
}Hatoum nasceu no dia 19 de agosto de 1952 em Manaus, Amazonas. Seu pai era um imigrante do Líbano que conheceu uma brasileira também de origem libanesa. Durante sua infância, Milton conviveu com a cultura, a religião e a língua dos árabes do Oriente Médio e dos judeus da África. Aos 15 anos mudou-se para Brasília e concluiu os estudos secundários na capital.
}Depois dos estudos secundários na capital brasileira, Hatoum mudou-se para São Paulo. Três anos depois, ingressou na Universidade de São Paulo, cursando arquitetura e urbanismo. Em 1980 viajou para a Espanha como bolsista do instituto Iberoamericano de Cooperación. Nesta década, viveu entre Madri e Barcelona. Logo depois, mudou-se para a França, onde cursou pós-graduação na Universidade de Paris III.

 

Memória de um Sargento de Milícias - Manoel Antônio de Almeida - CONTINUAÇÃO

ESPAÇO
}O espaço físico apresentado na obra é o meio urbano brasileiro do século XIX. A história se
passa no Rio de Janeiro, e descreve seus principais pontos, como igrejas, principais ruas,
mas descreve também pontos bem à margem da sociedade, como acampamentos de ciganos
e bares.

ENREDO



}Leonardo, o futuro sargento de milícias, filho de Leonardo-Pataca e de Maria Hortaliça é o resultado das pisadelas, beliscões e outros atos similares praticados pelo casal de imigrantes portugueses durante a travessia do Atlântico rumo ao Rio de Janeiro.
}Leonardo-Pataca, que se tornara meirinho, confirma certo dia as suspeitas de que sua mulher não mantinha a mesma fidelidade que durante a viagem.
}Em consequência, briga com ela, expulsa de casa o garoto com um enérgico pontapé e sai em busca de consolo. Ao retornar à tarde, em companhia do compadre e padrinho do menino, é informado de que Maria-da-Hortaliça, saudosa da pátria, tinha fugido e embarcado novamente, rumo a Portugal, a convite do capitão de um navio que partira pouco antes. Logo a seguir, Leonardo-Pataca vai viver com uma cigana, que, por sua vez, também o abandona.
}Enquanto isso, Leonardo, o filho, adotado pelo padrinho, que muito se afeiçoara a ele, vai crescendo e a cada dia se revela mais briguento e travesso, prenunciando futuros envolvimentos com o famoso major Vidigal, que era o terror de todos os malandros e baderneiros da época.
}O padrinho, com infinita paciência, tenta encaminhar o menino na prática da religião para qual este não revela grandes pendores.
Para desgosto do padrinho e da madrinha, que queriam encaminhá-lo em uma profissão, Leonardo não demonstra qualquer interesse. Prefere a vida livre das brincanagens. Certo dia, em casa de Dona Maria, uma mulher das vizinhanças, conhece a sobrinha desta, Luisinha, sua futura mulher.
}Leonardo entra para as hostes do major Vidigal, não revelando, naturalmente, grande amor por esta nova profissão e passando boa parte de seu tempo na prisão por indisciplina. Sempre com a proteção da comadre, que recorre à ajuda de Maria Regalada, um antigo amor de Vidigal, Leonardo supera todas as adversidades, chegando ao posto de sargento de milícias.
 
 

Memória de um Sargento de Milícias - Manoel Antônio de Almeida

A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, onde os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra.
Características 
}Linguagem: 3ª pessoa;
}Estilo:escrito em forma de folhetim (os capítulos eram publicados em seqüência nos jornais da época, o que prendia o leitor, pois deixava um suspense em relação ao capítulo posterior). Essa característica é utilizada atualmente em novelas, como um resquício do folhetim, com a finalidade de colocar o telespectador em suspense.
}Verossimilhança: Ao contrário de outras obras românticas, o autor mostra uma visão bem próxima à realidade. Os problemas sociais, as atitudes dos personagens e uma visão menos idealizada da realidade caracterizam a obra como precursora no Realismo. 
PERSONAGENS 
}As personagens são planas, ou seja, elas não mudam seu comportamento no desenrolar da história. Por exemplo a personagem principal, o memorando: Leonardinho, desde criança era travesso. Planejava vinganças, criava situações constrangedoras para quem ele não gostava, mas era amado por poucos como o seu padrinho e a comadre. Isso caracteriza o tipo pícaro, ou malandro nos termos cariocas. E até o final do livro Leonardinho não muda esse jeito pícaro de viver.
}As personagens se destacam por traços gerais e comuns ao grupo que pertencem.Muitas personagens não têm nome pois são alegorias(representações simbólicas) do tipo de gente da época e da classe sócio-econômica a que pertencem. 
 

Livros UFSC

- “Inocência”, de Visconde de Taunay
- “A Cidade Ilhada”, de Milton Hatoun
- “Treze Cascaes”, de Adolfo Boss e Outros
- “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manoel Antônio de Almeida
- “Jorge, um brasileiro”, de Oswaldo França Júnior
- “Viagem & Vaga Música”, de Cecília Meireles
- “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes
- “Amrik”, de Ana Miranda

Os livros sublinhados serão os que eu passarei resumo, por serem mais específicos. Mesmo porque, logo passarei os livros da ACAFE também. Aproveitem.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CALENDÁRIO DOS LABORATÓRIOS DE REDAÇÃO

AS AULAS COMEÇAM SEMPRE ÀS 15:00, TÉRMINO ÀS 16:30

AGOSTO - 12 e 26

SETEMBRO - 09 e 23

OUTURO - 07 e 21

NOVEMBRO - 04 e 18

DEZEMBRO - 09

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Modernismo

No Brasil o Modernismo tem data de nascimento: 11 de fevereiro de 1922, com a Semana de arte moderna de 1922. Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo "novo", marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse. Para os modernistas, simbolizados em Mário de Andrade, a prática da poesia tem que ser (ou tem que ter) uma reflexão consciente dos problemas da linguagem, das suas limitações e possibilidades. Além disso vêem no poeta um sujeito criador consciente do texto literário.O Modernismo deixou marcas nas gerações seguintes, como se observa, em geral, uma maior liberdade lingüística, a desconstrução literária e o introspectivismo. Estes novos elementos foram muito bem explorados por Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto (um mais lírico, outro mais objetivo, concreto), pelos romancistas de 30, na prosa intimista de Clarice Lispector, pelos tropicalistas que são motivo de inspiração até hoje na produção contemporânea.
Principais autores